Fazer contas antes de tomar decisões aumenta a probabilidade de fazer escolhas egoístas

O adjetivo calculista pode ter sentido literal. É o que mostra um estudo das universidades Northwestern, da Cidade de Hong Kong e de Toronto – fazer contas matemáticas simples antes de tomar decisões financeiras aumenta significativamente a probabilidade de fazer escolhas mais individualistas.

O cientista social J. Keith Murnighan e seus colegas dividiram voluntários universitários em dois grupos: o primeiro deveria ler um tutorial sobre como calcular investimentos e o segundo, uma breve descrição histórica da revolução industrial, sem relação com cálculos numéricos. Em seguida, todos participaram de uma atividade que media o comportamento ético, na qual tinham autonomia para compartilhar qualquer valor até US$ 10 ou decidir não doar nada aos seus pares.

Os resultados publicados na Organizational Behavior and Human Decision Processes mostram que os voluntários do primeiro grupo fizeram, em média, escolhas mais egoístas. Não só juntaram significativamente mais dinheiro no total, como também se mostraram três vezes mais propensos a não dividir absolutamente nada com os parceiros. Além disso, em outro experimento semelhante, mentiram duas vezes mais por dinheiro que o restante.

Os pesquisadores acreditam que realizar operações de grande complexidade, principalmente por computador, pode colaborar para um “pensamento com base em cálculos”, o que favorece estratégias quantitativas para resolver problemas em vez de decisões que levem em conta consequências interpessoais ou morais.

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