Paradoxos são sempre bem-vindos

Nietzsche disse que “A sabedoria é um paradoxo”, já que “O homem que mais sabe é aquele que mais reconhece a vastidão de sua ignorância”. O pensamento do filósofo alemão corrobora a máxima socrática “Só sei que nada sei”, isto é: a ignorância é o princípio do conhecimento e, portanto, é necessário estarmos abertos à reflexão constante para atingir o mínimo de conhecimento e sabedoria.

As verdades mudam constantemente, pois dependem da economia, do clima, do humor, do nível de maturidade e do contexto cultural e social do momento. Portanto, não podemos manter um ambiente inóspito onde sejam  sacralizadas coisas outrora julgadas verdadeiras. Devemos abrir A NÓS PRÓPRIOS a possibilidade de questionamento e de debate sobre certos dogmas. Precisamos estar disponíveis ao novo – o novo do outro e o nosso próprio novo. Eu não sou o mesmo de 5 ou 10 anos atrás, portanto não devo continuar com os mesmos comportamentos e pensamentos. RENOVAR é preciso. LIMPAR AS GAVETAS da nossa mente. Tornar-nos mais clean.

Nesse sentido, o outro, que pensa de forma antagônica à nossa, é o que estimula a interação entre situações contraditórias, a partir de uma perspectiva dialética, ou seja, a abertura para o novo que pode surgir por meio do encontro estabelecido. Essa relação dialética que se instaura com gênese no reconhecimento da ignorância, isto é, da compreensão da não completude sobre o conhecimento de todas as coisas, permite que o sujeito possa crescer intelectualmente, já que passa a possuir um horizonte com maior amplitude de alcance.

Portanto, NÃO TENHA MEDO DO DIFERENTE, CORRA EM DIREÇÃO A ELE, E APRENDA ALGO NOVO, COM A SEDE DE UMA CRIANÇA. SEJA SEMPRE SEDENTO PELO APERFEIÇOAMENTO DO SEU EU, DE SUA PERSONALIDADE.

Permita-se ouvir e refletir, sem argumentar, sem defender-se. Fomos feitos para lapidar-nos uns aos outros.

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