sm-lutoO luto é uma das experiências mais dolorosas ao ser humano. Mas é parte do ciclo vital, todos sabemos que passaremos por essa fase. A psicologia estuda o luto como uma situação de perda, seja por morte, divórcio, perda de emprego, amputação de um membro do corpo, mudança forçada de residência, etc. São todas elas situações de rompimento de vínculo emocional.

Para pessoas com depressão prolongada ou com histórico de transtorno afetivo ou do humor, recomenda-se ajuda terapêutica. Ali o paciente poderá expressar toda a sua raiva e angústia, falar sobre culpa e medos, com a certeza de que não será julgado. A função do psicólogo é estar ao seu lado para auxiliá-lo a passar adequadamente por todas as fases do luto, sempre respeitando o ritmo do paciente. Desta forma, o enlutado recupera a confiança e a alegria, desenvolve habilidades para lidar com a realidade da vida e da morte, entendendo essa dualidade como forma de amadurecimento e compreensão intelectual.

Às vezes as pessoas ficam presas a um estado prolongado de sofrimento. Torna-se um problema, pois o paciente não se desapega da pessoa que morreu para iniciar uma nova fase da vida. O sentimento de perda não desaparece completamente. Mas, embora a pessoa que morreu jamais seja esquecida, a vida pode e deve continuar. Mascarar ou fugir do luto causa ansiedade, confusão e depressão. A dor deve ser vivida, entendida e o mais importante, superada, jamais ignorada ou negligenciada.

O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.
Fernando Pessoa